Just another WordPress.com site

Comunicação humana e animal

    Os códigos (gestos, sons, expressões, movimentos, posturas) utilizados nas comunicações animais são elementos de comportamentos que se encontram em todas as espécies animais e até mesmo, de certo modo, em comportamentos humanos.
    Na verdade essas observações nos sensibilizam a outras formas de trocas, pois muitas vezes a linguagem verbal, instrumento específico da comunicação humana, nos faz perder de vista toda a importância dos instrumentos mais primitivos, que permanecem constantemente presentes em toda relação de comunicação.
    As sociedades das abelhas sempre chamaram a atenção pela aparente complexidade de suas comunicações internas.
Por exemplo, uma abelha que acaba de encontrar uma fonte de alimentação é capaz de informar, para as outras abelhas, a direção, a distância, a quantidade e a natureza do alimento.
    Para transmitir sua informação, a abelha executa imediatamente uma dança em forma de oito. O eixo da dança com relação ao sol indica a direção, o ritmo determina a distância, a duração sugere a concentração do alimento, a quantidade e a natureza é simplesmente fornecida pelo odor da abelha.
    Se outros animais da mesma espécie, neste caso são as abelhas, encontram-se com fome, elas respondem de volta imediatamente aos sinais emitidos pela abelha que executou a dança e vão atrás do alimento.
As comunicações animais nos lembram que a comunicação é um processo ativo que estimula o corpo e põe em jogo uma conduta expressiva.
     Assim, o indivíduo, através de seu corpo, pode comunicar aos seus semelhantes informações de que podem ser conscientes ou não, mas que são recebidas como uma parte de seu comportamento na relação de comunicação. Todavia, essas semelhanças com o mundo animal nos mostram também toda a importância dos processos de aprendizagem nos comportamentos humanos em que a marca do social envolve atos mais antigos, cujo ritual é semelhante ao mundo animal.
Sons, gestos, posturas, mímicas são utilizados num sentido de oposição ou de submissão: quando um cão arrepia o pêlo do alto das costas significa um comportamento ameaçador; por outro lado, para exprimir submissão seria deitar-se de costas e oferecer a garganta ao adversário, que fica sobre ele. Uma vez realizados esses gestos, cada qual segue o seu caminho. Esses gestos regulam as relações de dominação nos grupos. Outros comportamentos exprimem a tranqüilização (tocar, bater numa parte do corpo, beijar, abraçar). São essas repetições de atos rituais que marcam a relação.
      Esses comportamentos rituais pela utilização de diversos sinais de reconhecimento foram muitas vezes comparados a certos comportamentos humanos: apertar as mãos, baixar a cabeça para saudar, são gestos que parecem corresponder aos mesmos princípios observados na comunicação animal.
     Os gestos que precedem ou acompanham o discurso (mudança de postura, movimento da cabeça, movimento das mãos, dos braços, dos ombros) são mais ou menos acentuados segundo os meios sociais e os grupos culturais. Às vezes constituem em certos sinais sociais (protocolo, etiqueta, saudação). O conhecimento desses sinais e o respeito dessas regras manifestam que o sujeito pertence ao grupo: São sinais de reconhecimento que diferenciam e reforçam os vínculos sociais. Essas expressões que se baseiam num código social nitidamente determinado são facilmente identificáveis e analisáveis a partir de seu contexto, mas cada indivíduo possui um modo próprio de exprimir sua emoção: a ansiedade, por exemplo, poderá tomar as mais diversas formas (palidez, rubor, tremores, transpiração e etc.).
      Conforme seu meio cultural e social, cada indivíduo adotará uma estrutura particular de resposta emocional: as formas dessa expressão apresentam diferenças culturais às vezes importantes; o japonês sorri quando está embaraçado, o chinês mostra a língua quando está surpreso.
      Os sentimentos primários: a alegria, a cólera, a raiva, a surpresa, a pena, o nojo, o interesse são manifestações ligadas à inervação de certos músculos faciais específicos; encontram-se em todos os povos e em todas as culturas. Os indícios do rosto (rugas, fisionomia) e os sinais da mímica expressiva (sorriso, sobrancelhas franzidas) possuem um grande valor informativo. Um observador atento poderá ler no rosto certas informações sobre a personalidade e a história de uma outra pessoa.


      A maioria das expressões faciais se diferem sobretudo graças aos músculos dos olhos, que são muito móveis. Qualquer movimento dos olhos, qualquer movimento das pálpebras, qualquer dilatação de pupilas propõe importantes elementos de informação. Não existe interação na comunicação sem troca de olhar, o contato com os olhos “olhos nos olhos” marca uma interação intensa.
     Como você pode ver, a linguagem corporal, as expressões, os movimentos são complexos e muito importantes para a comunicação, mas às vezes nos prendemos tanto às palavras que nos esquecemos da importância que um gesto ou um movimento tem diante das nossas relações.

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.